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sábado, 17 de agosto de 2013

Quinze detentos ficam feridos em confronto com a PM na Colônia Penal Lafayete Coutinho.

Cinco dos presidiários tiveram de ser encaminhados para o hospital com lesões mais graves.

Quinze detentos ficarem feridos durante um protesto no final da manhã desta quinta-feira (15) na Colônia Penal Lafayete Coutinho, no bairro de Castelo Branco, em Salvador. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), eles se envolveram em um confronto com policiais militares que estavam na unidade para encerrar a manifestação...>

De acordo com o órgão, os detentos estavam insatisfeitos depois que foi realizada uma revista em todo o presídio para a apreensão de drogas, celulares e armas brancas que estavam escondidas nas celas. Após a abordagem dos agentes penitenciários, eles teriam se recusado a retornar às celas.

A administração da unidade penal solicitou auxílio da Polícia Militar, que obrigou os presidiários a retornar às suas celas. Segundo a Seap, contudo, alguns detentos mais exaltados entraram em confronto com os policiais militares e acabaram feridos. Dez deles foram atendidos dentro do próprio presídio com ferimentos leves como cortes e outras lesões.

Os outro cinco detentos foram encaminhados para o Hospital Eládio Laserre, em Cajazeiras, mas todos já receberam atendimento e foram liberados, sendo enviados novamente para o presídio.

Na ação dos agentes penitenciários foram apreendidas 300 pedras de crack, uma pedra de 50 gramas e um saco de pó da mesma droga, 15 celulares, dez facas artesanais, três facas tipo "peixeira" e um pacote de maconha.

A Seap não informa se o diretor da Colônia Penal, Victor Hugo Galdino, irá solicitar a transferência de detentos para outros presídios ou adotar outras medidas para punir os manifestantes, como o cancelamento de visitas de familiares.

A versão da Seap é confirmada pelo Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb). "Eles criaram uma situação de conflito com os PMs, que reagiram com bombas de gás e alguns ficaram feridos no tumulto", explica o coordenador geral do Sinspeb, Nelson dos Santos.

Apesar disso, ele critica a falta de vistorias frequentes nas celas de presídios do estado. "Se as unidades prisionais estivessem mantendo a revista geral, o 'baculejo', uma vez por mês, como seria o normal, não teria problema. Mas quando ficam muito tempo sem fazer, os internos sabem que isso vai impactar os seus interesses".
Renato Oselame
Correio 24Horas

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