Os policiais do Secat (Setor de Carceragem Temporária) da Delegacia de Umuarama descobriram em tempo mais um plano de fuga. Os presos fizeram um buraco na parede da ala A, que da acesso à ala B. Serraram e retiraram um pedaço da grade que vai para a cela do seguro (outro cubículo). E estavam começando a cavar um túnel para ganhar liberdade.
É a segunda tentativa de fuga dos últimos dias. Enquanto a Penitenciária de Cruzeiro do Oeste não é aprovada para começar a receber seus primeiros habitantes, o cadeião de Umuarama se torna um verdadeiro estopim. Vai explodir em breve! Quando estourar e virar uma rebelião, o Ministério Público, o Poder Judiciário e os governos Estadual e Federal vão acordar para a realidade!
A ação dos presos ocorreu, segundo a Polícia Civil, entre a noite de domingo e início da manhã de ontem. O bate-grade, suspeitando de nova evasão, foi feito na manhã de ontem. Auxiliaram na...
revista e remoção dos aprisionados policiais da Guarda Municipal e PM.
revista e remoção dos aprisionados policiais da Guarda Municipal e PM.
O delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial, Pedro Luiz Fontana, se mostra preocupado com a situação, pois novamente poderia ter ocorrido uma fuga em massa. “É um barril de pólvora e estamos aguardando a remoção dos detentos para a unidade prisional de Cruzeiro do Oeste”, destaca.
Penitenciária só na promessa.
A Peco (Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste), um dos centros de detenção mais bem divulgados do Estado, foi inaugurada há quase dois meses e ainda não começou a receber presos. Emperra na liberação da obra por parte da Seju (Secretaria de Estado da Justiça) e do Mistério da Justiça.
A empreiteira ainda não concluiu a edificação em sua totalidade. Semana passada teve que fazer melhorias no grande muro, que quase desmoronou devido às fortes chuvas. Erosões no terreno também precisaram ser sanadas. Enquanto esses problemas estão sendo resolvidos, o atraso geral persiste e a população carcerária do Noroeste segue vivendo desumanamente nos cadeiões.
Umuarama tem uma das situações mais graves da região. Com a superlotação – onde é para ficar 60, vivem mais de 300 – os aprisionados chegam a se revezar para dormir nas celas [a maioria tem que dormir no chão], além estar em locais molhados e sem higiene. O preso não pode fazer o que quiser, mas tem o direito de “puxar sua cana” dignamente!
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