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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Estudante fica 6 dias preso por engano em São José dos Campos.

Ex-amigo dele forneceu nome completo e documentos para a polícia quando foi preso.


Um estudante de São José dos Campos ficou preso por engano durante seis dias. Ele foi confundido pela polícia com um amigo da adolescência - que havia sido condenado por roubo. O problema é que um é bem diferente do outro e agora a família quer uma indenização.

Adriano de Assis Alves foi detido no lugar de Jeferson Matheus dos Santos Domingues. Mesmo um sendo branco com 1,67m e o outro negro com 1,80m. "Eu falei: 'Não, eu trabalho, faço faculdade, tudo, como que eu sou fugitivo?'. Aí, falaram (polícia): 'Mas, de qualquer maneira a gente vai ter que averiguar a situação e você vai ter ir para a delegacia, porque você está preso'", contou Adriano. 

Adriano ficou recluso no Centro de Detenção Provisória do Potim tentando explicar a confusão. Ele e Jeferson foram amigos na adolescência e nada mais. O problema é que... mesmo com as evidências de que um não tinha nada a ver com o outro foi difícil provar o erro. 

"O diretor chegou, conversou comigo, perguntou meu nome, idade, minha ficha. Na hora que ele me perguntou meu número de inscrição eu falei que eu não tinha. Aí, ele achou estranho: 'Como você não tem, se já tem um monte de passagem'. Eu falei: 'Não, eu fui preso por engano'. Aí, que ele foi averiguar minha situação", disse. 

A juíza responsável por soltar explicou que assim que teve conhecimento da situação liberou o rapaz. Segundo ela, Jeferson foi preso em 2007 em um assalto, estava sem documentos e se apresentou com nome, documento de identidade e CPF de Adriano. As digitais até foram tiradas, mas não foram checadas no sistema e por isso a farsa não foi descoberta.

Jeferson chegou a ir para a prisão, mas quando foi transferido para o regime semi-aberto fugiu. Só que, como ele deu o nome e os dados do ex-amigo, quem passou a ser foragido e procurado foi o Adriano. A polícia admite que realmente houve um erro. 

"Esse erro, logicamente que essa pessoa que foi presa indevidamente, tem direito de entrar com uma ação contra o Estado de reparação de danos. E o que forneceu o nome errado poderá responder por processo por falsa identidade ou falsidade ideológica, que a juíza já requisitou. Estamos encaminhando para o 7º DP", garantiu o delegado seccional de São José dos Campos, Roberto Martins. 

Dois meses depois dessa troca de identidade mãe e filho tentam voltar à rotina e superar o que passou. Eles devem processar o Estado. "Quando eu cheguei aqui na rua de casa, os vizinhos já começaram a me olhar estranho achando que eu era bandido. Na parte de arrumar emprego, se eles pedem antecedentes criminais, não tem como tirar, porque ainda estou em processo", disse Adriano. 

"Não quero que ninguém passe o que eu passei, não, porque foi muito difícil. Aquela humilhação de ver meu filho entrar lá que nem bandido. Foi muito humilhante", disse Cleuza de Assis Alves, mãe de Adriano. 

Investigações

A Polícia Civil informou que vai abrir inquérito para saber porquê as impressões digitais não foram verificadas no momento da prisão. Já Jeferson, ex-amigo de Adriano que deu o nome dele para a polícia, agora está preso com o nome e os documentos certos.

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