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terça-feira, 12 de junho de 2012

Criminosos tentam invadir a Penitenciária de Florianópolis para resgatar preso integrante de facção.

Oito homens armados tentaram por duas vezes invadir a Penitenciária de Florianópolis, na Agronômica, na madrugada do último domingo. As investidas seriam para resgatar um preso envolvido em tráfico de drogas e ligado a uma facção criminosa, mas foram frustradas pela segurança.


As tentativas de invasão foram narradas por um vigilante terceirizado da empresa Ondrepsb, que presta serviço no local, no boletim de ocorrência número 7025 registrado na 5ª Delegacia de Polícia às 2h42min de domingo. Ocorreram nos fundos, parte em que nos últimos anos foram registradas duas grandes fugas em massa.

De acordo com a delegada Lúcia Stefanovich, as ações dos criminosos ocorreram na madrugada de domingo e serão investigadas pela Polícia Civil. Na primeira, eram cinco homens que recuaram após um vigilante que estava na guarita dos fundos observar a movimentação estranha no matagal.

Mais tarde, ainda na madrugada, houve a segunda investida. Desta vez, o segurança relatou que eram oito homens. Eles se preparavam para...
lançar uma corda no muro, quando o funcionário então efetuou um disparo de advertência, o que gerou a mobilização conjunta dos agentes e terceirizados.

O tiro fez com que o grupo desistisse da invasão e saísse correndo pelo matagal que leva aos morros do Maciço do Morro da Cruz. Segundo a delegada, os servidores sabiam havia uma semana da notícia de uma suposta tentativa de invasão da Penitenciária.

"Rádios de comunicação não funcionam"

Ouvido pelo DC, um servidor do complexo prisional relatou que o sistema de segurança continua frágil. O mais grave, reclamou ele, é que os rádio comunicadores HT dos agentes não estaria funcionando por causa da instalação dos bloqueadores de sinal de telefones celulares.

Procurado pela reportagem, o diretor da Penitenciária, Gabriel Airton da Silveira, negou as tentativas de invasão e também que os rádios não estariam funcionando. Ele afirmou que trataram-se apenas de suspeitas, as quais foram averiguadas e não confirmadas.

Gabriel destacou que foram construídos muros nos fundos do complexo, que há câmeras de vigilância em funcionamento, mas reconheceu que ainda há ponto vulnerável no local.

Ele refere-se à ausência de uma grande muralha que isolasse todo o complexo das comunidades que ficam nos morros. O diretor relatou que uma das dificuldades para a contrução da muralha seria o solo rochoso.

No complexo prisional da Agronômica, área residencial, estão cerca de dois mil presos. O atual governo prometeu desativá-lo com a construção de uma penitenciária em Imaruí, no Sul, mas ainda não há data para o começo das obras.

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