Investigação do Ministério Público Estadual para mapear movimentação criminosa dentro dos presídios de Mato Grosso do Sul acabou revelando corrupção de agente penitenciário que colaborava com presidiários e cobrava pelos serviços. O servidor público foi descoberto em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e chegou a pedir R$ 30 mil por fuga de detento do Presídio de Segurança Máxima, no Jardim Noroeste, em Campo Grande.
A intenção do MPE era desmontar esquemas de facção criminosa dentro do sistema penitenciário. As investigações chegaram ao agente penitenciário quando houve a tentativa de descobrir quais eram os meios de ingresso de telefones celulares no presídio.
Além de aparelhos literalmente lançados pelos muros da Máxima, de pessoas de fora para os presidiários, e visitantes que carregam os telefones para dentro das unidades, o grampo telefônico revelou que um agente penitenciário cobrava para levar celulares aos presos.
Dentro da unidade penal, o agente ainda era responsável por... “camuflar” os aparelhos avisando os presos sobre onde colocá-los nas celas. Assim, no momento da revista feita por outros colegas, nenhum objeto estranho seria encontrado.
MICHELLE ROSSI
Jornal Correio do Estado
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