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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Crime organizado infiltra “olheiros” em vans em São Vicente.

De acordo com o diretor do Deinter-6, Aldo Galiano Júnior, a ação criminosa é comum em cidades que possuem presídios.

O crime organizado está infiltrando membros que trabalham diariamente no transporte público de São Vicente. A denúncia foi feita pelo diretor do Departamento da Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6), Aldo Galiano Júnior com exclusividade ao Diário do Litoral.

De acordo com o diretor do Deinter-6, a utilização deste tipo de transporte público pelo crime organizado vem ocorrendo constantemente em cidades que possuem presídios. “Esse moddus operandi (modo de agir) ocorre com frequência na Zona Leste de São Paulo, no interior do Estado, em Hortolândia e vem ocorrendo em São Vicente”, detalha.

O município vicentino conta atualmente com o Centro de Detenção Provisória (CDP) com capacidade para 768 pessoas, atualmente recebendo mais de 1000 presos. A Penitenciária Dr. Geraldo de Andrade Vieira, a P1, para 308 presos, possuindo mais de 400 detentos e a Penitenciária de São Vicente, a P2 com capacidade para 500 presos. A Cidade ainda abriga uma unidade da Fundação Casa com lotação máxima de 768 jovens e tem mais de 1000 adolescentes.

Como funciona
Segundo Galiano Júnior, membros do crime organizado colocam seus funcionários para trabalharem na bilhetagem dos veículos. “Dessa forma, o crime organizado consegue monitorar diversas situações. O itinerário de um banco, detalhar a movimentação na região e realizar assaltos na modalidade saidinha de banco”.

O diretor do Deinter-6 explica que os criminosos conseguem escapar da fiscalização por utilizarem documentos falsos. “Eles utilizam documentos frios e conseguem burlar as fiscalizações que ocorrem em São Vicente”.

Galiano Júnior afirma que a Polícia Civil está preparando uma série de ações para impedir esta empreitada criminosa que tenta se perpetuar em solo vicentino. “Vamos fazer operações visando apreender os veículos e prender os criminosos envolvidos nesta ação”.

Recentemente, a Prefeitura de São Vicente realizou fiscalização no transporte público da Cidade. O objetivo era verificar os documentos dos funcionários e as condições que os veículos estavam.

Cooperlatação rebate acusações
O presidente da Cooperativa de Trabalho e Serviço do Transporte Rodoviário Alternativo de Passageiros (Cooperlotação) de São Vicente, Anderson da Silva, rebateu a denúncia feita por Galiano Júnior. “Ele está super equivocado nessa informação.

A maioria dos funcionários é pai de família. São aposentados. Não existem pessoas do crime organizado”.

A Cooperlotação é responsável por administrar o vale-transporte e o passe escolar dos veículos. “Para ter alvará de autorização em funcionamento é necessário retirar uma série de documentos. Entre eles estão os antecedentes criminais. Precisa ter o nome limpo. Acho que ele (Galiano Júnior) está bem equivocado”.

De acordo com Silva, as fiscalizações realizadas pela Prefeitura em São Vicente são de rotina. “Ela é feita para verificar as condições do veículo e os documentos dos funcionários.

Se fosse tudo fraudulento eles não estariam trabalhando. Essas fiscalizações são normais”. O transporte alternativo em São Vicente foi legalizado em maio de 1997 e atende cerca de 3 milhões de pessoas.

Resposta da Prefeitura
A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Transportes, informa que desconhece tal procedimento. Cabe à Administração Municipal fiscalizar as questões relativas ao transporte de passageiros: tarifas, licença e conservação dos veículos, habilitação dos condutores e respeito às leis de trânsito, entre outros. As questões apresentadas pela reportagem são de competência da polícia. Caso as denúncias se confirmem, a Prefeitura espera providências dos órgãos competentes.

A Secretaria de Transportes de São Vicente realiza mensalmente quatro operações para fiscalizar possíveis irregularidades nas lotações que circulam no município. Durante as blitzes, em média, 60 lotações são vistoriadas pelos agentes de trânsito.

A SETRANS também realiza vistorias diárias na orla do Itararé, com apoio da Polícia Militar.
Thales Silva
Diário do Litoral

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