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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Carta de chefe de facção cita mortes de policiais em SP.

Carro que foi usado por criminosos para atacar uma base da Polícia Militar na Vila Campanela, zona leste de Sao Paulo.
A transferência de Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (a 589 km de São Paulo), é uma das hipóteses investigadas pelos setores de inteligência das polícias Civil e Militar para explicar os ataques contra policiais militares.

Condenado por tráfico, Soriano é, segundo investigações, do "primeiro escalão do grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele estava na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (a 620 km de SP), onde o governo paulista coloca todos os presos com influência no PCC.

Ele foi mandado para Bernardes depois de uma carta escrita por ele com ameaças contra PMs ser apreendida em sua cela.

Na carta, segundo membros das polícias Civil e Militar e da Promotoria, Soriano falava sobre atentados contra PMs, tráfico de drogas e sobre as mortes de seis membros do PCC em maio, durante uma operação da Rota.

ISOLADO

Em Presidente Bernardes vigora o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). O preso passa 23 horas por dia trancado e..., quando sai para o banho de sol, não tem contato com outros detentos.

Por essa e outras restrições, inclusive não manter contato físico com visitantes, o presídio é considerado o mais rígido de São Paulo.

Até as três ondas de ataques do PCC contra as forças de segurança do Estado em 2006, o RDD operava com capacidade máxima. Atualmente, apenas 49 presos estão no lugar, que tem 160 vagas.

Outra evidência de que as mortes de cinco PMs, entre o dia 13 e ontem em São Paulo, são uma retaliação do PCC é um gravação telefônica feita dia 14 pelo Denarc (departamento de narcóticos).

Na gravação, integrantes da facção criminosa presos e outros em liberdade tratam da morte de policiais.
ASSOCIAÇÃO

Diretor da Associação dos Policiais Militares de São Paulo, Dirceu Cardoso Gonçalves afirmou ontem que o Estado precisa dar uma resposta rápida e concreta sobre o que tem motivado as mortes dos policiais em São Paulo.

"Existe uma tensão muito grande neste momento no Estado. Assim como o jornalista tem a caneta como arma, o policial tem uma arma na mão o tempo todo. E isso, num clima de tensão, pode gerar erros", disse.

"Sem o governo esclarecer o que tem acontecido, o policial, pressionado e com receio de perder a vida, pode cometer excessos e matar criminosos e também inocentes", explicou.

Com os ataques contra PMs sem solução e com a suspeita de que eles sejam retaliação do PCC, de acordo com Gonçalves, a sociedade também incorpora o mesmo receio dos PMs.
FOLHA/ ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO



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