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sábado, 2 de junho de 2012

Presos no PB1, agentes penitenciários entraram em pânico na hora da rebelião, diz Ednaldo Correia.

Há alguns meses, um policial militar em Campina Grande foi acusado de estupro e ficou detido no 2º Batalhão da PM, longe da bandidagem. Meses à frente, um agente da Polícia Civil, acusado de suposta colaboração com assaltantes de banco, foi preso e encontra-se na sede da 2ª DRPC, também em Campina, também afastado da massa carcerária. No entanto, sete agentes penitenciários foram presos durante uma operação policial recente no município de Patos (PB) e – pasme – levados para o presídio PB1, em João Pessoa, onde eclodiu nessa terça-feira (29) o que estão chamando de “a maior rebelião da história na Paraíba”.

Ou seja, há flagrantemente dois pesos e duas medidas nos casos expostos. É simplesmente inadmissível que agentes penitenciários – notadamente os do caso em tela, que ainda não foram julgados – sejam recolhidos ao lado de apenados, por questões óbvias.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária e Servidores do Estado da Paraíba (Sasps/PB), Ednaldo Correia, os agentes entraram em pânico quando os presos começaram a queimar os colchões e quebrar as grades, no motim desta semana.

- Eles ficaram atordoados, tinham certeza que seriam mortos na rebelão, pois os presos destruíram o presídio. Por muita sorte, os agentes de plantão conseguiram retirar os colegas que estão presos em celas separadas, mas o fato de estarem em outro pavilhão não garante absolutamente nada. É lamentável que agentes penitenciários, servidores concursados deste estado, sejam tratados dessa maneira – disse Ednaldo, em contato com o ParaibaemQAP.

Na avaliação do sindicalista, não se trata de querer defender servidor público que tenha desvio de conduta, mas “profissional da segurança pública não pode ficar preso ao lado de bandidos. Isso é uma questão lógica!”, completa.

Ednaldo disse que ele e o presidente do Sindicato dos Técnicos e Agentes Penitenciáiros da Paraíba (Sintapen), Junior Cavalcante, procuraram os setores competentes para transferir os agentes que estão respondendo a processo presos. “Não estamos defendo quem possivelmente tenha cometido crimes. Apenas queremos ser tratados como os policiais, por exemplo, que nessas circunstâncias ficam presos em locais seguros”, concluiu Ednaldo Correia.

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