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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Penitenciária de Dourados-MS é 'bomba relógio' com 1,8 mil presos.

Máxima de Dourados é a mais populosa de MS e recebe presos de alta periculosidade de 63 cidades.



O Presídio de Segurança Máxima de Dourados Harry Amorin Costa (PHAC) é uma ‘bomba relógio’ prestes a explodir. A afirmação é do juiz da 3ª Vara Criminal, Francisco Vieira de Andrade Neto. Segundo ele, com capacidade para 738 presos, a Máxima conta hoje com cerca de 1,8 mil internos; quase duas vezes e meio a mais do que foi projetado para comportar. Com isto, segundo o magistrado, a superlotação impede a ressocialização de presos o que leva estas pessoas a voltarem ao mundo do crime depois de cumprirem pena.

Andrade Neto diz que falta representação política no Estado no sentido de garantir cadeias públicas para 63 cidades que não dispõe do sistema em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, com 79 municípios, apenas 15 estabelecimentos penais de regime fechado são disponibilizados em MS.

“Por causa disso, Dourados acaba recebendo uma parcela grande de presos de alta periculosidade de 63 cidades do Estado. Creio que o município paga...
muito caro por arcar com a omissão de investimentos do poder público nestas cidades onde não há sistema prisional”, destaca, observando que, com o Semi-aberto desativado e os presos cumprindo pena em casa, atrelado à falta de ressocialização, gera preocupação com os índices de criminalidade que acabam chegando junto os detendos que Dourados abriga de fora.

Segundo Andrade Neto, com força política é possível evitar estes abusos de recebimento de presos de fora que ocorrem na Phac de Dourados, que já é, segundo ele, a Máxima mais populosa do Estado em números de presos por capacidade. “É preciso investir na região para que os presos dessas cidades fiquem nas suas cidades de origem”, destaca.
Valéria Araújo 
Dourados Agora

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