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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Lembrando agente assassinado, amapaenses caminham pela paz.

Familiares e amigos lembraram um ano do falecimento de Clodoaldo Brito.
Caminhada reuniu quase 200 pessoas, segundo organizadores.
Uma caminhada em memória do agente penitenciário Clodoaldo Brito Pantoja, morto há um ano na saída do seu plantão do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), aconteceu na tarde desta terça-feira (11). Familiares e amigos se concentraram na Praça da Bandeira, para pedir punição aos culpados pelo assassinato. Clodoaldo Brito Pantoja tinha 40 anos quando foi executado com 20 tiros numa estrada de terra, no bairro Ilha Mirim, zona norte da capital. O crime aconteceu no dia 11 de junho de 2012.

"Sua vontade de viver para Deus, seus ensinamentos, dedicação e coragem servem de exemplo para todos nós que ainda estamos a lutar. Ele lutou... pela vida até o fim". Exibindo esses dizeres, estampados em camisetas brancas, os participantes da caminhada percorreram a Av. Fab, até o Forte de Macapá.

Matatias Fernandes, de 33 anos, trabalhou com Clodoaldo Pantoja durante 3 anos, no Iapen. Os dois iniciaram a carreira no complexo penitenciário no ano de 2003, como agentes. "Fui chefe de plantão dele, mas ele assumiu outra guarnição. Estava fora da cidade na data do falecimento. Quando houve a troca de turno, fiquei sabendo que haviam achado um corpo", lembrou Fernandes, que diz ter ficado chocado com a morte do amigo.

"Conversei com ele um dia antes, e fiquei chocado. Nós [agentes penitenciários] ficamos receosos com o que aconteceu , pois o governo não nos dá apoio. Nos sentimos uma categoria desprotegida pela lei", reclamou.

O irmão de Clodoaldo, Miguel Brito, é auxiliar de perito criminal da Polícia Técnico-Científica do Amapá. Ele disse que nunca viu algo igual, referindo-se às 20 perfurações de bala, encontradas no corpo do irmão. "Foi terrível. O cercaram, e ele não teve chance de defesa. Quando me ligaram, não quis acreditar. Entrei em pânico", lembrou.

Segundo Miguel, o irmão era uma pessoa boa, que levava uma vida simples. "Sofremos até hoje. De lá para cá, foi só dor. Queremos que as pessoas que fizeram isso com ele paguem por seus crimes. Três já estão presos, mas um ainda está foragido. Esperamos que as investigações não parem, pois essa situação pode se repetir com outros agentes", lamentou o irmão, de 47 anos.

A irmã de Clodoaldo, Socorro Brito Pantoja, 43 anos, disse estar emocionada com a caminhada. "É muito difícil. Estamos aqui para não cair no esquecimento das autoridades", disse.

"Ele cumpriu sua missão"! A frase resumiu o que disse o coordenador da caminhada, agente penitenciário Jory Oeiras, de 40 anos. Ele trabalhou junto com Clodoaldo por 6 anos. "Estamos pedindo paz e justiça. É um momento de reflexão", concluiu.

O presidente do Sindicato dos Agentes e Educadores Penitenciários do Amapá (Sinapen), Clemerson Sá, aproveitou a ocasião para reclamar que há 6 meses os trabalhadores penitenciários pedem por melhorias no sistema prisional. "Com a morte dele (Clodoaldo), as reivindicações aumentaram, e aumentou também a nossa insegurança. Nos sentimos uma categoria excluída, não só na questão salarial, mas também de segurança", reclamou, acrescentando que "muitas ameaças feitas aos agentes não são levadas a sério. Pantoja costumava dizer que era coisa do trabalho", lembrou.

Na próxima sexta-feira (14), o sindicato prometeu uma celebração gospel, com homenagens ao agente penitenciário, às 18h, em frente ao Iapen.
Thaís Pucci
Do G1 AP

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