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sexta-feira, 21 de junho de 2013

PCC ameaça invasão em campus de Direito.

Telefonema causou pânico para alunos e funcionários da UniSantos. Segurança chegou a impedir entrada de aluno policial que estava fardado. Direção, logo depois, autorizou.
Uma ligação anônima feita a uma universidade santista assombrou alunos e funcionários. Na linha, um homem não identificado pronuncia: “Vamos invadir as faculdades que abrigam policiais militares. PM não tem que estudar, tem que morrer, lugar de policial não é na faculdade”, afirmava.

O homem se identificou como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele realizou a ligação para o campus de Direito da Universidade Católica de Santos (UniSantos) no último dia 8, uma sexta-feira. Na ligação, o homem ainda afirma: “Vamos invadir a faculdade e mostrar quem é que manda”. Atualmente, 1.200 alunos estão matriculados na universidade, em turmas divididas no período da manhã e noturno.

De acordo com a coordenadora do curso, Renata Soares Bonavides, o aviso não... foi exclusivo a UniSantos, se estendendo para outras instituições de ensino que tem alunos PMs.
O caso veio à tona durante o julgamento de seis PMs acusados de um homicídio e uma tentativa de homicídio, no último dia 11, no Fórum de Santos, em relato de Renata no plenário.

Na segunda-feira seguinte a ligação, o clima de tensão e medo marcou o dia na universidade. “A informação começou a se espalhar pela faculdade, os alunos estavam com medo, vinham me perguntar se iria realmente ocorrer. Foi difícil acalmar os alunos”, explica a coordenadora do curso.

De acordo com Renata Bonavides, não foi a primeira vez que uma ligação anônima causou pânico na faculdade. “Na época da morte dos MCs (2011), ligaram para universidade e falaram a mesma coisa”.

A preocupação foi tamanha que, na noite do dia 11, um PM foi barrado na porta da Unisantos por um segurança. “O funcionário impediu a entrada do policial por medo. Queria que ele tirasse a farda para ingressar no campus. Ele me questionou se eu autorizaria a entrada. Não tive dúvidas e liberei”, afirma a coordenadora. 

Na opinião dela, a ligação foi feita por conta da proximidade do julgamento dos PMs. “Acredito que foi para nos deixar preocupados na véspera do júri. Não sei se foi para nos assustar ou assustar os PMs”.

Segundo a coordenadora, a entrada de PMs que estudam na universidade será mantida. “Se o policial estiver em trânsito, saindo do turno ou tendo que entrar depois da aula e vier fardado, sua entrada será permitida, como sempre foi. Se eu proibir, estarei cedendo ao crime organizado. A população não deve ter medo de ter um policial ao lado”.

Polícia Militar
O Setor de Comunicação Social do 6º BPM/I informou, por meio de nota, “que não há registros de reclamações relativas ao fato envolvendo ameaças à estudantes da Universidade Católica de Santos”.

Ainda de acordo com a nota, “uma importante ferramenta é o registro de fatos via 190 para uma maior intensificação do policiamento imediato”.
Thales Mauá
Diário do Litoral

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