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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Delegado acredita que agente morto em Praia Grande era alvo de roubo.

Dois agentes morreram em dez meses na cidade.
Para Aldo Galiano, só mudando a lei para diminuir crimes.

O Diretor da Polícia Civil na Baixada Santista e Vale do Ribeira Aldo Galiano falou sobre as mortes de agentes penitenciários ocorridos na região. Em menos de dez meses, dois foram mortos em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O último foi morto na Vila Tupirí, também na cidade, a poucos metros da Delegacia Sede e a duas quadras da casa do agente...>

Thiago Nunes da Silva morreu no local do atentado, no último sábado. A polícia procura imagens de monitoramento que possam ajudar nas investigações . Em outubro de 2012 outro agente penitenciário de Praia Grande foi morto. Luiz Carlos da Silva tinha 49 anos e foi morto na Vila Mirim, quando ia de bicicleta para o trabalho. Segundo a polícia, homens em um carro prata passaram atirando. O agente foi levado para o hospital Irmã Dulce, mas não resistiu e morreu durante a cirurgia.

Na semana que aconteceu seu assassinato, um boato dizia que presos fariam retaliação, depois que 300 presos passaram mal por causa de uma intoxicação alimentar. Os detentos levantaram a suspeita de envenenamento.

Aldo Galiano acredita que o último caso de morte não tenha envolvimento com as outras mortes de agentes. “Os dois primeiros casos a gente separa desse último. Os dois primeiros casos foram na época dos atentados das facções criminosas. Um caso foi esclarecido e outro ainda está em investigação, mas provavelmente ligados a facções criminosas.

Este caso aqui, pelo que tudo indica, se trata de um caso de roubo da motocicleta. Nós tivemos uma colisão para ele ser derrubado da motocicleta, recolhemos destroços de veículos, mas ao que tudo indica não houve execução. Porém temos uma dúvida ainda a esclarecer, porque a munição usada era uma pistola .40, que geralmente é usada por policiais”.

Para o delegado a proteção desses agentes seria difícil para o Estado. “Os agentes penitenciários, se pegar um universo de todos esses agentes, com o tipo de pessoa que eles lidam é extremamente complicado. Eles andam armados na mesma condição que eu delegado ando armado e corro risco. É uma profissão de risco, então a gente tem que se acostumar a isso. Mas para eles é um pouco mais complicado. Nós tivemos a saída de 16.600 presos e ocorreram esses fatos. Alguma divergência entre um preso e um agente pode ter acontecido. A polícia não descarta nada. Nós não temos a pretensão de dizer não foram marginais, não foram membros de facções criminosas. A tendência, a investigação parece ser mais um assalto, mas não descartamos hipóteses nenhuma”.

Galiano explica que são muitos profissionais para proteger, além dos agentes. “Não teria pela quantidade de pessoas, não podemos priorizar o agente, porque os outros policiais correm risco. O policial é treinado para se defender. Inclusive ele recebe financeiramente por isso, ele recebe um adicional por essa função. Eu acho um absurdo é essa saída desses presos, que fatalmente seriam de Praia Grande, conheceriam ele do presídio e se tivesse algum contato, se encontrasse ele na rua, ele poderia fatalmente sofrer um atentado, que a gente não descarta que possa ter acontecido. O absurdo é essa medida de saída de 16.600 presos do Estado, quando eles saem com dívidas de família, algumas coisas para quitar, então eles saem para fazer crime. Dificilmente algum não pratica um crime, fica certinho, vai visitar o pai, volta para a cadeia. Mesmo porque, a família é desagregada, com problemas de droga”.

Para Aldo, só com a mudança das leis os crime poderiam diminuir. “A gente é totalmente favorável à diminuição da maioridade. Hoje em dia eu acho impossível um menor com 16 anos, em uma cidade grande, não saber que roubar é crime, que matar é crime, impossível com a cultura, com os meios de comunicação, internet, redes sociais, as pessoas são muito mais amadurecidas do que no meu tempo, há 40 anos atrás”.
G1 Santos

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