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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Preso seria o 'médico plantonista' na prisão.

Condenado dá diagnóstico e define tratamento de colegas.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e a Corregedoria da pasta vão investigar uma denúncia feita por funcionários da penitenciária 2 de Serra Azul dando conta que, por falta de médicos, um detento presta atendimentos de saúde de urgência a presos.

Segundo funcionários, D.P.S., de 32 anos, tem sido o responsável pelo tratamento de saúde dos sentenciados durante o período noturno...>

“Ele é técnico em enfermagem e tem ‘pastoreado’ a cadeia e ajudado no que pode. Ele pode aplicar injeção e fazer algum procedimento médico quando é preciso. Ele nunca reclamou de ser acordado no meio da noite, porque quem trabalha com saúde sabe que a vida é assim”, diz A.P.L., advogado do preso.

Os nomes dos envolvidos foram preservados por que o caso corre em segredo de Justiça.

De acordo com funcionários do presídio, quando algum detento pede atendimento médico ou começa a passar mal à noite, um servidor vai até a cela dele, retira-o do pavilhão e o leva até a enfermaria.

“Este sentenciado praticamente foi promovido a médico. Ele vai até à enfermaria e ministra a medicação, tudo com o respaldo da diretoria de um modo geral, já que isso envolve as diretorias de disciplina e saúde, com o aval da diretoria geral”, diz o servidor, que pede para não ser identificado por medo de represálias.

O sentenciado orienta os agentes quando o preso precisa de atendimento fora da unidade. O presídio não tem médico fixo, segundo funcionários. As visitas de um profissinal ocorrerm apenas uma vez por semana, quando atende a cerca de 10 presos.

Investigação
O Ministério Público de Cravinhos também vai averiguar o caso. “O diretor desta unidade é muito sério e não acredito que isto esteja acontecendo. Mas vou verificar porque é uma denúncia muito séria”, afirma o promotor Wanderley Baptista da Trindade.

De acordo com a assessoria de imprensa da SAP, o diretor da unidade diz que o caso não procede, mas será averiguado.

Familiares divergem
Familiares de detentos têm opiniões contrárias a respeito do preso que exerce a medicina no presídio.

“Eu acho que deveria ter um médico. Ele procura fazer o melhor pelos companheiros, mas não é médico”, diz a esposa de um detento.

Outra mulher afirma que é preferível ter o condenado como “médico” do que os presidiários ficarem sem atendimento. “Faz tempo que os presos não têm médico na unidade. Ele faz tudo direito e, para nós, o serviço dele é ótimo”

Na semana passada, a Justiça determinou que o Estado tem que regularizar em até um ano o serviço médico na unidade, além de acabar com a superlotação. O Estado recorre da decisão.

O rodo
Outros denúncias ocorreram contra a penitenciária de Serra Azul 1 nas últimas semanas. Em uma delas é mostrado um esquema de “comércio” de diversos produtos, sobretudo cigarros e drogas.

Como as celas estão todas localizadas no térreo, geralmente se usa um “rodo” com uma sacola amarrada no cabo, fazendo com que os objetos sejam passados entre elas.

O Ministério Público está apurando as denúncias.
Jucimara de Pauda
Jornal A Cidade

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