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terça-feira, 11 de junho de 2013

Agente penitenciário que baleou detento que tentou fugir de hospital sofre atentado em Cariacica.

Um agente penitenciário sofreu um atentado na noite de terça-feira (04), no bairro Campo Grande, em Cariacica. Na semana passada, o homem teria impedido a fuga de um detento atirando na perna dele no Hospital das Clínicas, em Maruípe, em Vitória.

O agente penitenciário de 26 anos voltava de uma lanchonete quando estacionou o carro em frente ao prédio onde mora. Falando ao celular com a namorada, ele desceu e se aproximou do portão para abrir da garagem. Foi nesse momento que ele percebeu a chegada de um homem em uma motocicleta preta, que começou a atirar.

O portão do prédio onde o agente mora ficou com quatro marcas de tiros de pistola 380.

“Estava no quarto quando ouvi os disparos e fiquei sem saber de onde vinham os tiros. Saí na varanda e já me deparei com... meu colega gritando pedindo socorro. Desci para ver a situação e averiguei se o atirador estava aqui embaixo ainda. A gente pediu ajuda, ligou para o Ciodes. Foi por Deus mesmo que ele se salvou porque ele estava sem o controle do portão e desceu do carro para abrir manualmente. Quando ele desceu, o individuo chegou do lado da rua. Quando ele percebeu que o indivíduo sacou a arma, ele já entrou. Foram pequenos detalhes que salvaram a vida dele”, contou o rapaz que não quis se identificar.

O rapaz, que divide o apartamento com o agente, confirmou que foi o colega quem baleou um presidiário que tentou fugir durante a ida ao Hospital das Clínicas para uma consulta. Udson Pires foi atingido por um tiro na perna.

Pacientes e funcionários do hospital entraram em pânico. “Todos ficamos apavorados aqui dentro. Nos jogamos no chão e quando cessaram os tiros, nós fomos ver e o prisioneiro estava jogado no chão com a perna baleada”, contou uma mulher que não quis ser identificada. “Nossa! O coração ficou na boca”, comentou outra mulher.

“Ele suspeita que tenha sido o interno que ele conseguiu evitar a fuga no hospital recentemente. O interno já tinha feito ameaça para uma enfermeira. Falou que iria matar ele, que sabia que ele morava em Campo Grande e que iria pedir para executá-lo. No outro dia aconteceu isso. A direção sabia, a Sejus sabia e não tomou providência nenhuma. Quando a enfermeira falou para ele que o interno fez ameaça de morte a ele, ele foi até perguntar o preso, que está internado ainda com o tiro na perna, o que estava acontecendo. Ele não fez nada. O que a direção da unidade fez foi encaminhar os vídeos para a Sejus porque disse que aquela não era atitude, para abrir procedimento administrativo contra ele”, comentou o amigo.

Para o colega do agente, uma obra em frente de casa contribuiu para que ele não fosse atingido pelos tiros. “Foi a obra que está tendo aqui que impediu que o indivíduo se aproximasse mais dele. Ele teve que ficar do outro lado da rua para descer da moto. Se a rua estivesse normal, acho que teria acontecido o pior”, disse. 

Ele disse ainda que a situação do colega expõe as condições de trabalho dos agentes penitenciários no Estado. “A gente está trabalhando com pessoas relacionadas diretamente com facções criminosas, com crime organizado. Infelizmente, nossa profissão é muito perigosa. A gente sabe, quando a gente fez o concurso, assumiu o risco, mas precisamos de melhores condições de trabalho para que a gente possa fazer o nosso serviço da melhor maneira possível”, acrescentou. 

O secretário estadual de Justiça afirmou não ter conhecimento da suposta ameaça ao agente penitenciário que sofreu o atentado. Ele disse que o agente está recebendo acompanhamento psicológico. “Ele vem recebendo acompanhamento da nossa unidade de acompanhamento psicológico desde a ocorrência do fato no Hospital das Clínicas. Com relação a qualquer tipo de ameaça, ele não nos trouxe nenhuma informação sobre esse fato. Nós só tomamos conhecimento neste dia e estamos aguardando que o servidor nos traga informações necessárias para que os setores competentes da secretaria adotem as providências que o caso requer”, disse Sérgio Alves.
TV Vitória
Redação Folha Vitória

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