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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mais da metade das mulheres presas em AL responde por tráfico de drogas.

Dados são da Superintendência Geral de Administração Penitenciária.
Mulheres assumem comando após prisão do marido, diz delegado.

O número de mulheres presas em Alagoas aumentou. Em cinco anos, o crescimento da população carcerária feminina subiu para quase 300%, segundo dados da última pesquisa realizada pela Superintendência Geral de Administração Penitenciária (Sgap). Dentre os principais crimes apontados na pesquisa, o tráfico de drogas é o que mais condena as mulheres à prisão...>

Foto: Henrique Pereira/G1
Mais da metade das mulheres que ajudam a lotar as celas do presídio Santa Luzia foi presa por tráfico de entorpecentes: 55% da população carcerária feminina. Um número, que segundo a polícia alagoana, pode continuar crescendo. O segundo crime mais comum cometido por elas fica bem atrás: 9% das carcerárias respondem por formação de quadrilha.

Foto: Roberta Cólen/ G1
De acordo com o delegado de Repressão ao Narcotráfico (DRN), Jobson Cabral, o principal motivo pelo qual as mulheres estão ingressando no tráfico de drogas é por pressão do marido, que muitas vezes já está preso. "Eles querem que a esposa dê continuidade ao crime. Com isso, ela passa a assumir todo o comando e vai se arriscando até ser descoberta pela polícia", diz o delegado.

Por serem mulheres, geram poucas suspeitas e passam a atuar nas ruas de Maceió para fazer entrega de drogas. Um dos casos mais recentes foi o de Rosa Maria de Medeiros Lessa Rolemberg, 30, conhecida como "Rosinha", e sua mãe Rosa Maria Oliveira de Medeiros, 61, a "Vovó do Pó".

A senhora de 61 anos liderava uma quadrilha de tráfico que atuava em Maceió e Arapiraca. De acordo com a delegada Ana Luiza Nogueira, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), Rosa Oliveira entregava cocaína aos clientes em uma sacola de cosméticos. O ponto dela era em frente a um condomínio no conjunto Santo Eduardo, em Maceió.

“Ela passava despercebida porque já é idosa, o que gerava pouca suspeita na sociedade. Se aproximava do carro e entregava a droga que vinha dos estados de São Paulo e Sergipe”, disse a delegada durante uma coletiva de impressa que aconteceu em julho deste ano.

Foto: Michelle Farias/G1
As mulheres, ao contrário do que pode parecer, não são nada frágeis ao liderar uma facção criminosa. Um caso de grande repercussão em Alagoas foi o da garota de programa Vanessa Ingrid da Luz Souza, de 20 anos. Ela é suspeita de ser a mandante do assassinato de uma jovem grávida e também da universitária Bárbara Regina, desaparecida desde 2012.

Segundo as investigações da polícia,Vanessa tem ligação com uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios. “Além de liderar um grande esquema de prostituição, ela tinha o cargo de 'prima', que é a pessoa que manda mulheres para pegar droga de outros estados”, explica o delegado Carlos Alberto Reis.

Vanessa está presa e nega as acusações, mas, segundo a polícia, há provas suficientes para incriminar a jovem por estes crimes.

Ainda segundo o delegado Jobson Cabral, várias mulheres são presas ao passarem pela revista íntima durante antes da visita aos parceiros nos presídios. "Elas são pressionadas por eles para trazer a droga. Achando que não serão descobertas, escondem a droga na vagina, mas são pegas durante a revista”.

Dados registrados pela DRN apontam que 90% das mulheres que tentam burlar a segurança dos presídios estão portando maconha. “Estamos colocando mais policiais do sexo feminino justamente para reforçar a segurança na hora da revista”, diz o delegado.
Dados coletados pela Sgap mostram a porcentagem de mulheres presas por tráfico de entorpecentes. (Foto: Roberta Cólen/G1)
G1 AL

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