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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Representante do governo defende valorização dos agentes penitenciários.

Para que as prisões brasileiras sejam humanizadas, tem-se que valorizar e humanizar não somente os presos, mas também quem cuida deles. Foi o que ressaltou Deise Benedito, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em debate sobre o sistema prisional promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (2).

"O agente penitenciário tem que ser valorizado à altura do que lhe é cobrado", ressaltou...>

Ao comentar a atuação desses profissionais nos presídios, que estão superlotados, Deise frisou que "não é possível conceber" que um único agente cuide de 100 ou 150 pessoas. Nessas condições, observou, os profissionais não têm como desempenhar sua função.

A representante do governo no debate lembrou ainda que, em muitos casos, presos e agentes penitenciários convivem em prisões que são como "pocilgas".

"O preso, o agente penitenciário e o diretor do presídio têm a mesma dignidade. Todos têm que ser valorizados, pois assim é possível fazer prevalecer os direitos humanos", argumentou.

Modelo esgotado
Deise também reiterou que o sistema prisional é um modelo esgotado, no qual a pessoa é presa, reincide no crime e não sai desse círculo vicioso. Por isso, alertou ela, é preciso avaliar quais são as medidas alternativas em relação à prisão.

"Que modelo de sociedade nós queremos em relação à repreensão ao ato delitivo criminal?", questionou.

Deise Benedito também questionou a presunção de que os presos são violentos. Para ela, essas pessoas não agem violentamente quando são tratadas com respeito e em situação de igualdade, em vez de subalternidade.

"Visitei presídios em que os presos são obrigados a colocar as mãos para trás e não podem olhar para seus chamados superiores", contou.
"Questiono a senhora: E nas escolas, os alunos são tratados como igualdade ou desigualdade? Porquê eles são violentos? Sabe porque dona Deise, porque não há disciplina, porque eles sabem que nada perdem agindo assim. Já trabalhei em Unidade Prisional onde a disciplina era rígida e o ASP falava uma vez só, não havia ameaças, não havia baderna, havia sim a reflexão de que a vida na rua era muito melhor, havia a valorização da liberdade, agora, eu também já trabalhei em cadeias sem disciplina, ai sim tem a degradação do ser humano, sem limites, funcionários afastados por problemas psicológicos. Como já disse em outro texto, diante de seus defensores, o preso se tranforma, vira cordeirinho, saiba analisar suas alegações, vista a camisa do ASP e trabalhe em uma cadeia por uma semana e depois faça suas conclusões". ASP Almeida
Mídia
Outra questão abordada por Deise foi a influência dos meios de comunicação. Ela afirmou que a Justiça muitas vezes é pressionada a atender uma demanda midiática. Segundo ela, é comum um caso ganhar tamanha proporção em jornais e telejornais, que quem faz o julgamento não é o juiz, mas a mídia.

"Há bons profissionais na mídia. Mas há maus profissionais que vivem da audiência e incitam à violência. Dizem: "Tem que bater! Tem que matar". É preciso cuidado com o que se fala e como se fala.
Agência Senado

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